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Cozinhas ganham cores e rompem com a decoração tradicional

Publicado em 10 de Junho de 2019 às 06:11 AM

Por muito tempo a cozinha brasileira foi um lugar sem muito apelo dentro das residências, costumando conter cores mais sóbrias, com tons claros e simples. De alguns anos para cá, com a modernização dos lares brasileiros e o surgimento de novas tendências, como os lofts, que promovem a integração dos ambientes, pode-se observar uma mudança gradativa deste cenário, com cada vez mais pessoas optando por fugir do monocromático e ter cozinhas mais trabalhadas visualmente, com uso frequente de cores, responsáveis por trazer alegria e estimular sentidos na decoração.

Observa-se que a cozinha voltou a ser um ponto de importância na casa, como costumava ser no passado, onde as pessoas se reuniam em um local de descobertas e a alegria reinava, sendo o ninho da casa. “O crescimento da oferta de cursos de culinária também contribuiu para esse ressurgimento de uma cozinha mais viva, com a integração de novas tecnologias e equipamentos mais sofisticados, onde as pessoas passaram a ficar mais tempo lá dentro, voltando inclusive a fazer as refeições no local”, lembra a designer de interiores Maria Júlia Faria.

Não existem “regras” no momento de escolher quais cores serão utilizadas, afinal, o que conta mais é o estilo do morador. Porém é preciso atentar-se a algumas questões que podem melhorar a funcionalidade e a harmonização do projeto, como a questão da iluminação, que, se bem aproveitada, ajuda na valorização das cores. Em cozinhas mais ensolaradas, cores mais refrescantes e frias são uma melhor opção. Já em locais pequenos, não é recomendado usar cores chamativas em muitos lugares, pois pode passar a sensação de que o local é ainda menor. Se seu objetivo é ter uma cozinha que inspire limpeza, o ideal é utilizar cores mais claras.

“Não recomendo utilizar cores com muito brilho, o ideal é utilizar tons mais foscos, mais naturais, pois algo muito chamativo pode acabar cansando, fazendo com que a pessoa enjoe rápido da decoração”, explica a arquiteta Sabrina Vianna. Para evitar a saturação rápida das cores utilizadas, a arquiteta Fernanda Lima sugere o uso de uma base neutra, focando em alguns pontos de cor, principalmente em eletrodomésticos e utensílios, pois esses podem ser mais facilmente substituídos.

Psicologia das cores

Algo importante de se levar em consideração também é a psicologia das cores, uma das ferramentas principais na idealização de um projeto. Cada cor tem sua função e exerce um tipo de influência nos seres humanos, assim como cada cozinha também possui a sua função. É preciso aliar os dois para gerar um ambiente equilibrado e confortável. Laranja costuma incentivar a fome, verde está associado ao frescor, e assim por diante.

“Entender a psicologia das cores é importantíssimo, pois o perfil de cada cliente vai influenciar em como as cores devem ser utilizadas, para não prejudicar pontos valiosos do modo de vida da casa”, explica Sabrina. “Por exemplo, se a família costuma fazer as refeições dentro da cozinha, é preciso tomar cuidado com o tom e o local das cores, para não causar perda de apetite ou desestimular as pessoas a prepararem o alimento”.

Quanto ao espaço geral do cômodo, é preciso pensar na praticidade e funcionalidade do ambiente. “Em cozinhas, normalmente não vale a pena investir no uso de vidros e espelhos, por conta de toda gordura que sai dos alimentos, o que acaba por dificultar a limpeza e a manutenção desses materiais”, aconselha Fernanda Lima.

LEVE COR E CHARME PARA SUA COZINHA

Harmonização: Não existem regras no momento de escolher quais cores utilizar em sua cozinha, porém é preciso  atentar a detalhes que podem ajudar na harmonização e melhor aproveitamento do ambiente, como não utilizar cores muito brilhantes, preferindo tons mais foscos, não utilizar tons muito chamativos em espaços pequenos e saber como utilizar a luz para valorizar as cores escolhidas;

Psicologia: Entender a psicologia das cores e como cada uma provoca diferentes sensações nas pessoas também ajuda a criar um projeto equilibrado, pautado nas especificidades e necessidades do cliente.

Fonte: A TARDE UOL, por Gabriel Fraga <http://bit.ly/2MBmSrd>| Foto: Tarso Figueira (Divulgação)

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