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Caixa pretende ampliar negócios ligados ao financiamento imobiliário este ano.

Publicado em 30 de Janeiro de 2020 às 10:50 AM

A Caixa Econômica Federal vai ampliar linhas de negócio ligadas ao financiamento imobiliário em 2020, valendo-se de posição de liderança no setor para ampliar receitas num mercado que vem se recuperando rapidamente no país.

Enquanto prevê crescimento de 30% das concessões de crédito para compra de residências neste ano, a Caixa também planeja acelerar o home equity, empréstimos em que o tomador oferece imóvel como garantia em troca de taxas de juros menores.

“Isso pode nos ajudar a ampliar o relacionamento com muitos dos nossos clientes”, disse o presidente-executivo da Caixa, Pedro Guimarães.

Desde que assumiu o comando da Caixa no começo do ano passado, Guimarães, um veterano do mercado financeiro, tem defendido o maior uso de instrumentos de mercado como forma de ampliar o volume de recursos para empréstimo imobiliário.

Vendas de ativos
Enquanto amplia a prateleira no setor imobiliário, a Caixa avança nos planos de se desfazer de ativos não prioritários, como forma de reduzir exigências de capital e ganhar eficiência.

Além dos valores que deve arrecadar com a listagem de seus braços de seguros -Caixa Seguridade- e de cartões -Caixa Cartões-, ambos neste ano, o banco estatal também deve avançar com a venda de participações em negócios e imóveis próprios.

A maioria dos recursos oriundos da venda de ativos, incluindo os que devem ser levantados com a venda de fatias nos IPOs de Caixa Seguridade e Caixa Cartões, tendem a ser usados para devolver ao governo federal empréstimos obtidos na última década recebidos por meio de instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD).

No ano passado, a Caixa devolveu cerca de 11 bilhões de reais. Para 2020, o banco tem plano de devolver cerca de outros 8 bilhões de reais, atingindo quase metade dos cerca de 40 bilhões de reais tomados.A proposta de venda da fatia na Alupar foi vetada duas vezes por maioria mínima do conselho do FI-FGTS no ano passado. Segundo Guimarães, se mais um ou dois conselheiros forem convencidos a proposta poderá ser aprovada.

“Vou apresentar a proposta de venda de novo”, disse Guimarães. “O negócio não exige mais capital e já nos rendeu mais de 200% de retorno.”

Fonte: Exame UOL <https://bit.ly/2NY6zD1> Por Reuters.

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